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Tocantins em busca de um diferencial

Somente políticas de incentivo fiscal e localização geográfica não têm sido suficientes para atração de grandes empresas.

Localização central no País, acesso a importantes rodovias e a uma hidrovia, além, agora, uma ferrovia do porte da Norte-Sul, e a perspectiva de um aeroporto de cargas para a Capital. Esses são elementos que fazem do Tocantins o cenário ideal para novos os investidores. E são os argumentos que, somados aos incentivos fiscais, o governo do Tocantins tem levado às empresas para atraí-las para o Estado.
Segundo o secretário de Indús­tria, Comércio e Turismo, Er­na­ni Siqueira, o governo do To­can­tins está empenhado em apoiar empresas que estejam interessadas em realizar investimentos no Estado, pois a vinda desses empreendimentos significa mais em­pre­gos e renda para a população.
O principal atrativo seria a política de apoio com legislação específica para os programas de incentivos fiscais, que estabelecem redução de Im­posto sobre Circulação de Mer­cadorias e Serviços (ICMS) e outras vantagens, como forma de buscar novos investimentos para o Tocantins.
O secretário de Planeja­mento e Modernização da Ges­tão, Eduardo Siqueira Campos, comenta que a desburocratização do governo é essencial para efetivar projetos. “Este é um governo da transversalidade, por isso, a pedido do governador Siqueira Cam­pos, trabalhamos de forma rápida e responsável, para promover o crescimento do To­cantins, sem deixar que a burocracia atravanque o desenvolvimento”, afirmou, durante o anúncio de instalação da Itafós.

Diferencial
O economista e presidente do Conselho Regional de E­co­no­mia, Vilmar Carneiro Wan­der­ley, diz acreditar que o To­can­tins “precisa oferecer mais, inventar mecanismos e sair da mesmice, algo que sobressaia aos olhos da classe empresarial e que difere das demais unidades da Federação”.
“As condições naturais precisam ser combinadas às políticas de in­centivos fiscais e isso não pode ser somente desoneração fiscal. O Tocantins precisa de um diferencial, porque a desoneração fiscal é igual a oferecida por ou­tros estados, como Goiás. O Tocantins hoje não está fazendo frente ao Estado de Goiás. Vários municípios do estado vi­zinho, como Apa­recida de Goi­â­nia, Aná­polis, Catalão, Rio Verde, estão recebendo empresas de grande porte”, frisa.
Segundo ele, uma boa alternativa para o Tocantins seria em torno das questões ambientais, o Estado ajudando o empresário a cumprir todas as normas cobradas mundialmente no que diz respeito ao tema e, também, na área trabalhista. Assim, o Estado teria condições de produzir artigos competitivos para o mercado interno e externo. “Cada vez mais o consumidor hoje cobra esta responsabilidade das empresas, e o Estado poderia contribuir para que tivéssemos produtos alinhados com esta tendência”, explica.
Wanderley diz que o Estado deve procurar atrair as empresas que atuam em segmentos que tenham a ver também com as potencialidades da região, como na área mineral. Outra opção, conforme o economista, seria investir na atração de madeireiras interessadas na fabricação de carvão mineral para abastecer as siderúrgicas da região Sul do Pará, ou mesmo para produção de eucalipto destinado à produção de celulose. “Nossas terras ainda são baratas”, completa.
Quanto aos frigoríficos existentes no Estado, o economista lembra que estes também buscam um diferencial, pois o mesmo processamento realizado aqui é possível acontecer nos demais estados.

Ferrovia
Enquanto isso, a chegada de empresas atraídas pela Ferrovia Norte-Sul vai acontecendo aos poucos. Em Colinas, no último mês, foi anunciada a instalação de uma misturadora de fertilizantes no Pátio da Fer­rovia. Segundo o gerente logístico da FNS no Tocantins, Cé­lio Ramos, a Plataforma de Co­linas está pronta para receber as instalações da Fertili­zan­tes Tocantins e demais empresas que arrendaram área do pátio.
O proprietário da empresa, José Eduardo Motta, informou que deve investir cerca de R$ 30 milhões na instalação da misturadora e a estimativa é que sejam gerados aproximadamente 100 empregos diretos.
A Fertilizantes Tocantins atua no mercado brasileiro há mais de 35 anos. Em 2002, instalou uma fábrica de fertilizantes em Porto Nacional e agora prevê a expansão com a construção da misturadora no município de Colinas, que de acordo com José Eduardo Motta, oferece uma localização estratégica em relação aos modais logísticos e a influência da Ferrovia Norte Sul. O empresário relata que pensando na ampliação da distribuição de fertilizantes para todo o país foi instalada uma unidade da empresa no Porto de Itaqui, em São Luís do Maranhão.
A ferrovia oferece ainda outras opções de investimentos nos outros cinco pátios multimodais, além de Colinas, instalados em Aguiarnópolis, Ara­guaí­na, Guaraí, Porto Nacio­nal/Palmas e Gurupi. A intenção do Governo do Estado é buscar parcerias com a iniciativa privada para os distritos industriais que surgirão naturalmente a partir da operacionalização das plataformas. Algumas empresas já anunciaram instalação, como a Pe­trobras, com uma base de distribuição de combustíveis (etanol, gasolina e óleo diesel) na Plataforma de Porto Nacional, investimento em torno de R$ 100 milhões.
Sobre a Itafós

A Itafós Mineração Ltda. é uma subsidiária da MbAC Fertilizer Corp., importante produtora integrada dos fertilizantes fosfato e potássio nos mercados brasileiros e latino-americanos. A MbAC possui uma equipe experiente com mais de 150 anos de uma trajetória profissional nas áreas de operações para negócios de fertilizantes, gestão, marketing e finanças dentro do Brasil. Em outubro de 2008, adquiriu a Itafós, a qual consiste em uma mina de fosfato, planta e uma unidade de britagem e sua respectiva estrutura, localizadas na região central do Brasil. O portfólio de exploração da MbAC inclui ainda projetos de fosfato e potássio, os quais também estão no Brasil. A empresa continua a buscar oportunidades na área de fertilizantes no Brasil e outros mercados da América Latina, onde a forte base agrícola e as oportunidades únicas podem possibilitar o crescimento no curto prazo. Itafós recebe licença para fábrica de fertilizantes
De forma modesta, em­presas de grande porte estão elegendo o Tocantins para a construção de novas unidades, apostando em suas potencialidades, como é o caso da Itafós Mineração. Outras renomadas como a Votorantim e a Bunge Ali­mentos já operam no Estado. A Itafós recebeu, na última se­mana, do Governo do Es­tado, a sua Licença de Ins­talação (LI) para o projeto de ins­talação de uma unidade de pro­dução de fertilizantes à base de superfosfato simples a partir de jazidas de rocha fos­fática existentes na região Sudeste do Estado. A fábrica ficará localizada na cidade de Arraias. Desde 2008, a Itafós estuda este projeto no To­can­tins.
A previsão da empresa é realizar investimento de R$ 424 mihões para se instalar no Tocantins, montante que poderá crescer para R$ 800 milhões até 2015. “A Itafós será o embrião de uma série de indústrias que se instalarão no Distrito Industrial de Arraias, começando pelas empresas que usarão seu superfosfato simples na produção das misturas de fertilizantes”, explica a direção da empresa.
A LI para o início da construção da unidade no Tocantins foi apresentada oficialmente aos executivos da Itafós pelo governador Si­queira Campos, em cerimônia no Palácio Araguaia, em Pal­mas. Pela Itafós, estavam pre­sentes o Presidente e CEO (Principal diretor Executivo) da companhia, Antenor Silva e o Vice Presidente e COO (Prin­cipal Diretor Operacio­nal), Roberto Busato Belger, entre outros executivos da direção da empresa.
A concessão da LI pela Naturatins autoriza a companhia a iniciar a construção da mina, do complexo industrial e das instalações do projeto. O plano da empresa é começar a limpeza e preparação do local já neste mês de abril para, em julho deste ano, dar início à construção.
Para o governador Si­queira Campos, a produção que a Itafós desenvolverá no Tocantins, é de suma importância para que se tenha um aumento na produção de grãos de qualidade. “Esta­mos hoje começando a construção do polo industrial de Arraias e este é apenas um dos muitos que pretendemos construir e faremos em todas as fronteiras do nosso Estado, para deixarmos de ser áreas tributárias”, acrescentou o governador.
O presidente da Itafós, Antenor Silva, declarou que a empresa está preparada para iniciar a construção no projeto Itafós em Arraias imediatamente. “A concessão da LI é um marco importante para ter o projeto concluído e em produção no segundo semestre de 2012. O próximo passo é encomendar os bens de capital necessários à instalação da empresa e iniciar a seleção dos fornecedores que atuarão diretamente na construção. Nós continuamos a re­ceber o valioso suporte dos governos municipal e esta­du­al e da comunidade lo­cal”.
Para o vice-presidente da empresa, Roberto Busato, o projeto dá início a uma atuação mais forte da companhia no mercado brasileiro de fertilizantes, destacando que a empresa se dedicará, no tocante à mão de obra a ser contratada, num intenso programa de formação e qualificação, por meio de uma proposta de desenvolvimento profissional. Nesta fase inicial da construção em Arra­ias, a empresa prevê a contratação de mais de 800 postos de trabalho, incluindo a mão de obra tercerizada e em­pregados diretos da Ita­fós. Após entrar em operação, a previsão é de 500 em­pregos diretos.

source: http://www.tribunadoplanalto.com.br
15 jan 2012

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